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06/12/2007
A gestão do Lixo

A GESTÃO DO LIXO

A coleta seletiva é um dos itens que compõem a gestão adequada do lixo de uma empresa, cidade, condomínio comercial ou residencial, escola ou mesmo de uma casa.

 

O nosso lixo é um mosaico. Por isso, é necessário fazer a destinação final correta para cada um de seus componentes. Essa destinação pode ser o aterro sanitário, a reciclagem, o tratamento, a incineração, o reaproveitamento em fornos ou asfalto, co-processamento e até o artesanato. Por conta dessa diversidade, a gestão adequada desses resíduos traz benefícios ambientais e sociais.

O lixo de uma residência não é o mesmo de uma indústria. E não é o mesmo de décadas passadas. Numa residência, encontramos no lixo orgânicos (sobras de alimento, cascas de fruta e legumes, madeiras, podas de árvores), óleo de cozinha, recicláveis (papéis, plásticos, vidros e metais), sanitários (incluindo resíduos de saúde), pneus, mas também pilhas e baterias (de celular e automóvel), microcomputadores, lâmpadas diversas, celular “ultrapassado”, roupas, óleos lubrificantes, solventes e o que mais houver.

O lixo de uma indústria é composto de todos os resíduos já citados acima e ainda contém: óleos lubrificantes, de máquinas e transporte em geral, resíduos do processo da fabricação de um produto. Essa produção pode conter elementos químicos, radioativos. Na indústria, geram-se lodos (lavagem dos veículos, pintura) que devem ser encaminhados para os locais adequados. Esgoto da indústria deve ser tratado.

Toda essa cadeia pressupõe um investimento e destinação final correta do lixo. O que é jogado fora hoje precisa de uma utilização mais correta e mais nobre do que os aterros sanitários, como ocorre em grande parte. Isso requer a contratação de empresas especializadas em transporte de resíduos (sólidos, líquidos e perigosos) coleta e destinação final; treinamento e palestras para equipe interna; consultoria; aquisição de máquinas e equipamentos, entre outros.

A gestão dos resíduos é a ferramenta ideal para a separação e a destinação final ecologicamente correta para cada um dos componentes do nosso lixo, seja uma empresa (pequena, média ou grande) ou um condomínio residencial ou comercial. Pelo menos para quem tem interesse em ser reconhecido como `ecologicamente correto`. Através da gestão do lixo, é possível identificar os resíduos. Para isso, a caracterização, ou seja, conhecer intimamente o lixo de cada departamento ou divisão ou andar é a tarefa inicial.

É preciso saber a origem dos resíduos, a quantidade, o tipo, a maneira de acondicionar, como é feito o destino final, quem coleta, quem faz coleta seletiva e se o material é doado ou vendido. Ou seja, o lixo não desaparece num toque de mágica! A propósito, no Estado de São Paulo, a lei 12.528 de janeiro de 2007 obriga a implantação de coleta seletiva em shopping center, condomínios industriais e residenciais e repartições públicas com no mínimo 50 salas, lojas ou moradores. Aos infratores a multa estabelecida é de 500 UFESPs (Valor unitário da Ufesp R$ 14,23).  

A Prefeitura é a responsável direta pelo lixo da Cidade. Isso inclui a coleta e a destinação final do lixo domiciliar, fiscalização dos geradores que não cumprem a lei (através da Lei Municipal 13.478/02, no caso de São Paulo), organização da coleta seletiva com as cooperativas de catadores e, portanto, a missão de deixar a cidade sem lixo.

Assim, a gestão de (todos os) resíduos deve ser adotada também pela Prefeitura. Para que isso tenha maior eficácia, essa função deve ser de cada das suas 31 subprefeituras. Devido às diferenças sociais, culturais e econômicas de cada região, cada uma desenvolve o uso e a ocupação do solo de uma determinada maneira: preserva ou não o verde do bairro, tem áreas verdes para suprir a necessidade dos moradores, tem áreas de esportes, respeita o zoneamento e assim por diante. Cada uma tem uma característica própria, e o tratamento deve ser local (aliás, não somente na questão do lixo). A cultura local de um bairro é diferente do outro. O que é uma necessidade eminente numa subprefeitura, pode não ser para outra. A cidade é um grande mosaico social.

Atualmente, a coleta seletiva da Prefeitura de São Paulo é organizada e gerenciada pelo Departamento de Limpeza Urbana – Limpurb (ligado a Secretaria de Serviços do Município), através das 15 Centrais de Triagem que são gerenciadas por cooperativas de catadores de resíduos recicláveis. O percentual da coleta seletiva da Cidade está perto de 1% do lixo domiciliar gerado no mês, algo em torno de 250.000 toneladas. A Prefeitura pode aumentar esses índices se houver uma análise do lixo por subprefeitura. Ou seja, onde estão os geradores, quem coleta esses resíduos, se são empresas ou associações. Uma única cooperativa dá conta desse montante gerado numa determinada subprefeitura ou será necessária a criação de mais grupos? Existe Central de Triagem na região? Os pontos de comercialização são próximos? Quais os tipos de resíduos gerados nesta região?

Algumas subprefeituras têm um percentual de coleta seletiva na ordem de 3% do lixo gerado localmente, com grandes chances de aumentar esse percentual. Cabe às empresas, aos condomínios residenciais ou comerciais e aos órgãos públicos abrirem espaço para a figura do gestor de resíduos e evitar problemas futuros como multas, compensação ambiental, punição por crime ambiental, Aí, sim, os problemas poderão desaparecer como num toque de mágica.

O gestor de resíduos é uma figura que se faz necessária em todos os segmentos da sociedade. Sem ele, o lixo da sua empresa, condomínio ou Cidade pode parar em locais inadequados e isso poderá acarretar em problemas futuros. O gestor de resíduos saberá dar o destino que cada lixo merece.

 

 

 

Fonte: www.jetropapelreciclado.com.br
 
 
 
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